As vezes ligava esse aparelho
tão conhecido e presente não só na minha vida, mas de todos. Antes era
mais fácil vê-lo. Melhor dizendo era mais fácil ficar hipnotizado na sua
frente. Não reclamava, não sorria, não optava, aceitava de bom grado sem sorriso
no rosto, pois meu transe me impedia. Somente algumas coisas me fazia sair
deste transe, comer e banheiro era algumas delas além de claro; companhias
tocadas e gritos ao portão.
Veio o tempo e com ele aprendi
a perceber algumas coisas. Decidir parar de simplesmente engolir a seco os
conteúdos transmitidos pelo quadrado mágico. As vezes o chamado
"conteúdo" vinha tão bem mastigado que ficava quase irresistível não
se deixar levar e engoli-lo com facilidade.
Aprendi algo muito legal que poucas
pessoas se dão conta, a TV tem um botão de desligar que pode tranquilamente ser
usado mais de duas vezes ao dia sempre que for necessário. E os momentos
necessários se multiplicam cada vez mais atualmente. Percebo que as emissoras
tentam de maneira desesperada atender aos anseios de seus telespectadores de
acabam perdendo a própria personalidade. Assim tiram programações que agradavam
a um publico fiel e colocam em seu lugar atrações que agradam à aqueles
que mudam de canal a todo o momento e só assistem trechos de tudo, concluindo a
absorver o nada. Essas pessoas passam seu tempo em frente a imagens de
vida própria, que chegam pra elas sem que elas nem sequer precisem
pensar, com isso perdem seu tempo se afundando no prazer de conseguir o nada,
pendendo mais para a perca de tempo do que para simplesmente deixá-lo
passar.
Enfim é vendo esses exemplos e percebendo o nível de melhora do conteúdo transmitido por nossas redes abertas, conteúdo ao qual chego a pensar de não existe ou tende ao negativo, que decidi abandonar o parelho que tanto meu amigo foi um dia. Aprendi o prazer que há no não fazer nada (aceito suas criticas nesse momento). Eu prefiro ouvir o som de uma brisa à ouvir os novos hits que iram "bombar" e chegar ao celular de um fulano que certamente ligará no auto-falante a todo volume no "fundão do busu" ônibus que provavelmente estarei dentro-lamentável situação. É bem mais poético sentar na minha varanda e ler meu livro, do que simplesmente pegar o controle e deixar se levar pela programação brasileira que na maioria dos casos te reduz a massa de manobra, pois hoje os jornais não importando a emissora literalmente socam a opinião deles em nossa cabeça não nos deixando pensar sobre a noticia. Decidi dizer não a isso. E confesso as vezes me falho na minha decisão e ainda me pego a vendo Televisão.
Enfim é vendo esses exemplos e percebendo o nível de melhora do conteúdo transmitido por nossas redes abertas, conteúdo ao qual chego a pensar de não existe ou tende ao negativo, que decidi abandonar o parelho que tanto meu amigo foi um dia. Aprendi o prazer que há no não fazer nada (aceito suas criticas nesse momento). Eu prefiro ouvir o som de uma brisa à ouvir os novos hits que iram "bombar" e chegar ao celular de um fulano que certamente ligará no auto-falante a todo volume no "fundão do busu" ônibus que provavelmente estarei dentro-lamentável situação. É bem mais poético sentar na minha varanda e ler meu livro, do que simplesmente pegar o controle e deixar se levar pela programação brasileira que na maioria dos casos te reduz a massa de manobra, pois hoje os jornais não importando a emissora literalmente socam a opinião deles em nossa cabeça não nos deixando pensar sobre a noticia. Decidi dizer não a isso. E confesso as vezes me falho na minha decisão e ainda me pego a vendo Televisão.
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