Pedro era um menino de atitudes estranhas. Arrancava a bola do palito do pirulito e andava por aí com aquela bochecha enorme. No alto dos seus oito anos essa era uma atitude normal e rotineira. Normal também era o fato de quem em momento de felicidade Pedro corria para grandes espaços. Pedro corria para o vão da escola, para o meio da rua, ia pro quintal. Era simples assim, para saber se Pedro estava feliz bastava saber sua localização se estivesse em espaços amplos e bem arejados podíamos marcar na opção felicidade no questionário do seu humor. Isso muito mais valia do que a quantidade de dentes a mostra. Na escola de Pedro havia muitos funcionários, entre eles um se destacava. Seu Augusto era um senho de idade, a barba longa que deixava em seu rosto parecia evidenciar ainda mais isso, junto ...