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Num grande espaço

            Pedro era um menino de atitudes estranhas. Arrancava a bola do palito do pirulito e andava por aí com aquela bochecha enorme. No alto dos seus oito anos essa era  uma atitude normal e rotineira.
            Normal também era o fato de quem em momento de felicidade Pedro corria para grandes espaços. Pedro corria para o vão da escola, para o meio da rua, ia pro quintal. Era simples assim, para saber se Pedro estava feliz bastava saber sua localização se estivesse em espaços amplos e bem arejados podíamos marcar na opção felicidade no questionário do seu humor. Isso muito mais valia do que a quantidade de dentes a mostra.
          Na escola de Pedro havia muitos funcionários, entre eles um se destacava. Seu Augusto era um senho de idade, a barba longa que deixava em seu rosto parecia evidenciar ainda mais isso, junto com algumas rugas criava um combinação de velho bonzinho que era sumariamente comprovada pelo seu modo de tratar as crianças daquela escola. Seu Augusto adorava desejar "bom dia!" e ficava ainda mais feliz por receber alguns de volta.
         Numa manhã quente Seu Augusto avistou aquele menino a correr pelo pátio esbaforido . Pedro estava exausto, pois correu depressa, queria chegar logo naquele espaço grande que era o pátio da sua escola. Seu Augusto, percebeu que um copo de ajuda poderia ajudar aquele garoto, estava varrendo perto do bebedouro e pegar um copo d'água não atrapalharia o serviço.
       Chegando  perto daquele menino Seu joão pode ouvir sua respiração:
   -Aceita um copo d'água.
   - Sim, Aceito. Pedro bebeu a água rapidamente e engasgou.
   -Calma garoto! Posso te fazer uma pergunta?
   -Pode sim, mas diga rápido preciso voltar pra sala logo, antes que a professora veja que eu sai. Disse aquele menino no tom mais inocente possível para alguém daquela idade 
   -Por que corre para cá quase todos os dias?
   -Hoje foi porque eu tirei nota boa na prova. 
   -E nos outros dias?
   -Venho para agradecer. Uma certa confusão surgiu na cabeça de Seu Augusto com aquela resposta.
  -Agradecer?
  -Sim, minha mãe me diz que sempre que acontecer uma coisa boa devo agradecer a Deus.
  - Que bom, mas por que corres ?
  -Por que Deus é muito grande e quando agradeço eu sei que ele está por perto então vou pra lugares onde sei que a presença de Deus pode caber.
             E foi com uma grande gargalhada que Seu Augusto percebeu que não importa a idade sempre podemos aprender e sorrir com alguém, e que é melhor ainda quando aprendemos coisas boas.
  

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