Eu ganho amor
em pedacinhos. E você quer saber, mesmo assim, se isso significa um
relacionamento sério?
Claro. Estou num relacionamento sério e comigo mesmo.
Se digo que
ganho amor em pedacinhos é que se amar é tarefa difícil e a vamos esquecendo.
As coisas que temos que fazer durante o dia nos sugam para longe do nosso
cerne. Eu vou criando mais raiva do que amor durante o meu dia, mas há sempre
um espelho para me lembrar da pessoa mais importante. Na falta de concentração só
lembro dos meus erros, aos poucos estou aprendendo a ser feliz com meus
acertos. Atrelado a mim, por vezes, só tenho o pavor do errar. Por isso é tão
importante estar rodeado pelos que acreditam em mim, eu já me julgo de mais
para ainda ter que ouvir sobre os meus erros mais do que o necessário. Acertar
é o meu único objetivo, mas eu vou me sabotando. Quem tem que cuidar, mas de
mim sou eu, mas por vezes esqueço e só quero acertar fora de mim. Fui criado
pensando mais em produzir para uma sociedade do que em produzir o bem para mim.
E se eu sinto que a sociedade não se equilibra, cai em mim pesos dispostos
injustamente. Se eu não entendo o que se passa ao meu redor já me sinto
confuso. Entretanto me esqueço que dentro de mim não está sendo feita a
organização. As vezes se faz necessário me apoiar nas próprias pernas, mas eu
prefiro aprender com a experiência do outro, parece ser o jeito mais fácil de
produzir soluções. Dores me lembram que eu estou vivo, mas subterfúgios me
lembram que eu posso esquecer de mim. Me olho no espelho para arrumar meu cabelo.
Só recentemente estou aprendendo a olhar no espelho para ver a mim.
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